quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Ministério com Surdos História, desafios e Sinais Bíblicos

 Ficha técnica:

Título: Ministério com Surdos Histórias, Desafios e Sinais Bíblicos
Páginas: 119
Autor: Adoniran Melo
Editora: Santos Editora

Sinopse:

Como implantar um Ministério com Surdos?
Como montar uma equipe apaixonada? Como Manter a equipe motivada?
Qual a missão de um ministério tão específico?
Entenda os propósitos, as netas e fragilidade deste tão importante e relevante ministério.
Conheça sua história, desafios e os sinais bíblicos usados e motive sua igreja a atuar nesta tão gratificante área.
E mais:

  • Ganhe a confiança da comunidade Surda
  • Comece um Grupo Pequeno
  • Faça um evento
  • Seja criativo e proativo
  • Conflitos de termos: homilética e senalética
  • Movimentação espontânea e intencional
  • Os tipos de Receptores da mensagem
  • Regionalismo e as barreiras 
  • Sobre o texto bíblico 
  • Mudança dinâmica e imagética 
  • Uso de vídeos 
  • Interpretando um sermão em Libras
  • Ouvintes pregando para surdos
Um completo  MANUAL para implantação, desenvolvimento e manutenção do MINISTÉRIO COM SURDOS.


Voltando com a falar sobre livos depois de um tempo. E tinha que ser sobre esse livro que é maravilhoso, claro que tem um alcance menos pois não é do interesse de todos trabalhar o tema - Ministério com Surdos - mas o que me surpreende no livro é que ele fala da liderança de uma forma geral, é algo que você, líder, pode aplicar ao seu ministério, ao ler a sinopse você percebe isso.

Bom, eu sou bem suspeito para falar sobre ministério com surdos, já liderei um por um bom tempo, onde assumi muito jovem e pude ter diversas experiências que levo para vida sobre gestão e o que aprendi com eles sobre Cristo.

Esse livro, como já sugere o título vai orientar você de como caminhar bem com o ministério com surdos onde você lidera, desde a criação até o bom andamento dele, passando pela escassez de surdos até a motivação do grupo para fazer um bom trabalho. Ele começa contando a experiência do autor, que admiro muito, de como ele participou de um acampamento onde foram pouco mais de 20 surdos e diversos voltaram convertidos um deles hoje em dia é pastor, que já conheci e posso dizer que ele é um homem de Deus para a sua localidade e para todo aquele que o conhece.  Após isso ele vai começar a falar de como criar uma equipe apaixonada, e começa dizendo que o líder não é perfeito, ele é humano e possui fraquezas assim como seus liderados.

Os seus liderados precisam saber onde seu líder quer chegar, seus propósitos, metas e fragilidades, isso mesmo, fragilidades. Todos somos humanos, se você tentar ser o que não é, uma hora a sua equipe descobrirá, então mostre e fale sobre suas fraquezas.
Logo em seguida ele começa a falar sobre a aceitação do Pastor da igreja, eu posso dizer que quando apresentei ao meu pastor a ideia de um ministério com surdos ele abraçou a ideia e já estava pensando no mesmo, pois uma surda tinha acabado de chegar em nossa igreja. Foi muito bom ter o apoio dele para iniciar esse ministério, mas conheço casos em que os pastores não apoiam, ora por não acharem necessário, ora porque não estão dando o lugar de principal a Deus e estão tomando para si, isso já é debate para um outro texto. Mas o pastor, precisa ser o primeiro a apoiar o processo, no início do ministério eu tinha apenas quinze anos, era muito novo e não tinha experiências de como segui um ministério e o apoio que ele deu, mesmo não sabendo Libras foi fundamental.

Um ponto importante é que o pastor precisa aprender Libras, o meu pastor não sabe tanto, mas consegue se comunicar com a comunidade surda presente em nossa igreja.

Após o apoio do pastor, é necessário também o apoio da igreja, a congregação precisa aceitar e abraçar a ideia, por isso que o pastor precisa ser o primeiro a aceitar, pois com a aceitação dele será mais fácil ter o apoio da igreja. Em minha igreja também tive muito apoio da congregação. Achavam muito bonito o que estávamos fazendo ali, um grupo formados de adolescentes, onde o mais velho tinha quinze anos, mas mesmo assim servindo a Deus e ajudando o próximo no entendimento do culto e das programações.

Após ganhar a confiança do pastor e da igreja, é necessário ganhar a confiança da comunidade surda, os que serão atingidos diretamente pelo trabalho realizado. O autor dá ao seu leitor dicas de como começar uma interação com a comunidade surda como: Não para de aprender a língua de sinais, participar de alguma associação de surdos e aprender com surdos. Das três dicas, a terceira foi a que mais me identifiquei, onde aconteceu comigo. Quando comecei a aprender Libras senti muita dificuldade, mas o que me ajudou muito foi que na época eu sabia pouco mais do que o alfabeto manual, fomos a um evangelismo/recenseamento de surdos na comunidade próxima a minha igreja, onde um casal de surdos foi alcançado. Eu percebia que eles falavam muito rápido, resolvi "imitar" como eles falavam. E o que eu não conhecia eu perguntava por datilologia. Assim, aprendi bastante para conseguir me comunicar e interpretar na igreja.

Não existe Ministério com Surdos ou de Surdos sem a presença de uma comunidade surda. Mas,  o que é comunidade surda? É a reunião de uma serias de fatores que compõe a vida do surdo desde sua família até as complexidades de sua língua e cultura.
O capítulo seguinte fala sobre criação de um Grupo Pequeno, eu particularmente, acho importante não apenas para o ministério com surdos, mas para todos os ministérios da igreja. O  grupo pequeno gera comunhão, onde um vai conduzindo o outro para o caminho da redenção. E quando se está nesse processo de aproximação da comunidade surda e evangelismo deles o pequeno grupo tem um grande papel nesse processo.

O papel do Grupo Pequeno é, além de conduzir pessoas à adoração, promover relacionamentos saudáveis.
O capítulo sete e oito, tratarei como um só, pois falaram respectivamente de promover um culto e promover um evento. Onde são de suma importância, no caso da minha igreja foi perceptível a alegria dos surdos quando promovemos o primeiro culto, após esse pontapé inicial eles se engajavam tanto para promover os outros cultos e eventos. Me lembro bem quando promovemos o aniversário de dois anos do ministério, o quanto os surdos da igreja trabalharam para receber os grupos convidados e as pessoas que vinham para agradecer pelos dois anos do grupo.

O capítulo seguinte, nos orienta a promover um curso. Eu sou muito adepto ao curso, pois meu primeiro contato com a Libras foi através de um curso básico em Libras na igreja. Onde começou com um grupo de 30 pessoas e apenas 6 concluíram. Isso, se tratando de um curso de línguas, acho normal, pois muitos começam na empolgação e na primeira dificuldade desistem, apenas os que realmente gostam e tem interesse em aprender apesar das dificuldades, continuam. Adoniran sugere uma ementa a ser seguida, gostei bastante e utilizaria.

No capítulo dez nos orienta a ser proativo, ir a congressos, seminários, como já falado, participar de associações. Isso faz você se tornar conhecido e consegue ganhar a confiança dos surdos. O capítulo seguinte nos apresenta os conflitos para pregar para surdos, tanto de ouvintes pregando para surdos, quando surdos pregando para surdos. Onde tem a dificuldade da utilização de alguns sinais, a utilização de vídeos ou slides é fundamental. Eu, ao pregar para surdos, utilizo slides, principalmente interativos com imagens, nada de slides brancos com tópicos. O surdo é bastante visual, é necessário ao palestrar ou pregar para eles a utilização de slides.

Ao tratar de louvor para surdos, eu me identifiquei mais uma vez, onde lembrei de uma atitude que sempre fazia com os interpretes iniciantes. Sempre dizia ao interprete come interpretando louvores, com os sinais que você sabe. Isso ajuda bastante o interprete a ganhar confiança e ainda mais me deixava sempre a disposição para, caso eles tivessem dúvidas, isso faziam eles criarem confiança. Tenho vários exemplos de grandes interpretes que começaram assim na minha igreja e hoje já estão ensinando a outros com maestria. Isso me deixa bastante orgulhoso dos métodos utilizados, mas sabendo que toda honra tem que ser dada a Deus.

O decimo terceiro ele lista os dez mandamentos para aprender a língua de sinais. Não vou listar aqui os dez, para não dar nenhum tipo de spoiler, mas o primeiro para mim é o mais importante. Ame. Para aprender e atuar é necessário amar. Se não fosse o amor, de nada valeria. O decimo quarto capitulo ele trata sobre o discipulado com o surdo, não é diferente do discipulado com ouvintes, discipulado é vida na vida, é andar junto é chorar no momento triste e sorrir no alegre. Para ter maior proximidade com um surdo novo convertido o discipulado é a resposta.
Mas discipulado é o que Jesus fez com seus discípulos, então, é um processo de longa caminhada de ensino e principalmente de bons exemplos a serem seguidos: é a vida na vida. "Jesus ao conversar com seus discípulos mostra que a essência do ato educativo parte de uma prática relacional."(Domingues, 2016,p.66) Quando percebemos a importância dos relacionamentos entre intérpretes e surdo ao surdo e surdo entenderemos a prática do discipulado de Jesus.
O capítulo quinze vai falar da diaconia no ministério com surdos. O trabalho do corpo diaconal é servir, onde Deus nos colocar. Do capítulo dezesseis ele vai falar dos mais comuns problemas que podem acontecer no ministério com com/de surdos. Mais uma vez, não vou listar aqui para não dar spoiler, mas um dos que eu mais acho importante é a falta de compromisso dos obreiros que faz o surdo e o interprete procurar um outro lugar para servir. No décimo sétimo capítulo ele fala da transculturalidade do ministério. Acredito que o próprio capítulo fale sobre o tema sem eu precisar colocar minhas palavras.
É um trabalho árduo e de profundas necessidades e você pode ajudar. Talvez não saiba como, mas contribua orando, ou aprendendo o mínimo de sinais pois, para um surdo um "oi" é algo de extremo valor. Não tenho medo ou receio de fazê-lo, Deus muito o usará nesse ministério.
Sem se aprofundar muito, precisamos nos permitir ser usados por Deus para melhor servi-lo. No décimo oitavo capítulo, o último, ele dá ideias para o desenvolvimento do ministério. Não irei entrar em detalhes para o livro não perder a graça. Mas são ideias para serem aproveitadas para um maior desenvolvimento do ministério e para envolver mais surdos. Após isso, há vários sinais bíblicos para serem aproveitadas pelo leitores. Eu fiz questão de olhar um a um com muita atenção, como saí da liderança e do ministério a algum tempo acabei dando uma pausa nos estudos e fiquei um pouco esquecido, e ao olhar um a um lembrei que foi com Adoniran através do Youtube que aprendi o sinais dos livros da bíblia. Enfim, o livro é ótimo e recomendo para todos que tem interesse de entrar no ministério com surdos da igreja ou começar o trabalho com surdos em sua comunidade fé. Vale a pena ler. Das cinco estrelas possíveis eu dou cinco e se possível ainda dou um estrela bônus. Muito bom mesmo.
 

quarta-feira, 4 de julho de 2018

Relação Cristão x Cultura

Há um tempo venho pensando como o cristão se relaciona com a cultura, esse tema ficou mais evidente e me levou a escrever após uma conversa com meu pai sobre o que é cultura em Pernambuco. 


Aqui, além do forró e frevo, o brega é um ritmo bem famoso. E, de uns anos pra cá, o que mais vem fazendo sucesso, principalmente entre os moradores de periferia são os Mcs de brega e um bem famoso é o Mc Troia (Bem conhecido como Troinha). Em alguns pontos da conversa, meu pai disse que não era cultura, e eu, defendi dizendo que era cultura sim.


Penso que, ao retratar uma realidade do local e ao se popularizar, já é uma cultura. Ao ponto que visitantes de outras localidades fora do estado, nos reconhecem por tal.

E como o Cristão se relaciona com a cultura do mundo em sua volta?

 Entendo que estamos no mundo para fazer a diferença e para isso, precisamos conhecer os componentes que o mundo nos apresenta para podermos transformar o mundo e apresentar-lhes o amor de Deus. 

Não se deixem vencer pelo mal, mas vençam o mal com o bem. Romanos 12:21

O 'choque' que mais acontece é: "Isso é cultura" "Isso não é cultura". Não cabe a mim definir o que é cultura ou o que não é, pois sempre o meu gosto pessoal irá influenciar na minha decisão. Mas, se foi popularizado no local e já está sendo reconhecido por pessoas de fora, isso já é cultura. Foi assim com o frevo em Recife no carnaval de rua, foi assim com o Forró em Caruaru, está sendo assim com o funk carioca, entre outros exemplos que podem ser citados.


O cristão precisa ignorar seus conceitos de "Coisa de crete" e " Coisa do mundo"para conseguir quebrar barreiras e ir mais longe na missão que nos foi dada.

E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Marcos 16:15

 Sobre o secular, que muito se debate entre os jovens, acredito que não é bom só apreciar o que está dentro da igreja, já que o mundo lá fora nos mostra outra realidade, precisamos saber o que está acontecendo no mundo para podermos cumprir a nossa missão com maior êxito.

Até que a casa esteja cheia até que Teu Reino venha. (Abrantes, Rodolfo. 2012)








Espero que esse texto tenha abençoado sua vida, usarei isso aqui para postar alguns pensamentos sobre tudo. 
  

sábado, 4 de novembro de 2017

Em Seus Passos Que Faria Jesus?

Ficha técnica:

Título: Em seus passos que faria Jesus?
Páginas:107
Autor: Charles M. Sheldoon
Editora: United Press

Sinopse:

O que aconteceria se cristãos de uma igreja em uma certa cidade se comprometessem durante um ano inteiro a não fazer nada sem antes perguntar: "Que faria Jesus em meu lugar?" É esta situação apresentada neste livro. Seguir os passos de Jesus trouxe muitas alegrias a inumeros cristãos cristãos, mas também causou incompreensão, conflito e sofrimento para alguns. Afinal, tal decisão significativa dispor livremente de bens materiais, talentos e carreiras por amor a Cristo.



Esse é mais um livro que ganhei de um amigo, o mesmo que deu o primeiro resenhado aqui, e mais uma vez foi um ótimo presente. O título do livro é desafiador, conheço pessoas que haviam lido e me recomendavam muito. Eu me agradei muito, mas, confesso esperava mais.


O livro, por ser uma versão de bolso e econômica, vai direto ao ponto. Um certo dia, um homem bate a porta de um reverendo lhe pedindo ajuda e a ele foi negado. Isso leva o líder a uma reflexão, e no domingo, quando vai levar o sermão a igreja  ele faz um desafio aos irmãos que durante um ano eles se comprometam em todas as decisões que presam tomar perguntar "Que faria Jesus em meu lugar?"


"Através do Espírito Santo. Jesus disse: "Quando vier, porém, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade"(Jo 16:13). Se decidirmos seguir os passos de Jesus com toda sinceridade, iluminados pelo Espírito, dificilmente haverá confusão. Se Jesus nos recomenda imitar o seu exemplo, trata-nos de algo praticável. Então, quando perguntarmos ao Espírito o que Jesus faria e recebermos a resposta, devemos agir de acordo, sejam quais forem as consequências."
Ao decorrer do livro nós vemos diversos personagens e em suas funções normais, tendo que abdicar de algo "Comum" que faziam pelo fato de entender que Jesus não faria aquilo. É perceptível as críticas recebidas das pessoas que estão ao redor pelas atitudes tomadas, mas mesmo assim muitos optam por seguir em frente.

Ao final de cada semana o reverendo fazia uma reunião, ele viu no início o número de pessoas só aumentar, que chegava a um ponto de não caberem mais no gabinete, mas com o tempo ele percebeu que o número de pessoas era bem maior que no início, mas sentia falta de alguns irmãos que iniciaram o projeto, mas não deram seguimento.

"Quero fazer alguma coisa que me custe sacrifício. Quero sofrer por meu próximo em nome de Jesus"
É percebido também, pessoas deixando oportunidades incríveis, aos olhos dos homens, pois não condizia com aquilo que a obra de Deus exigia. Aos poucos vemos os resultados, de novas almas sendo ganhas para Jesus e assim que iniciam a caminhada cristã já querem participar do desafio de fazer só o que Jesus faria.

"Será que igrejas de hoje não recusariam Jesus se tivessem de passar por sacrifícios? Estaremos prontos para colocar a prova a nossa fé? A dispor de nossos dons e bens como Cristo faria? O padrão dele não mudou. Creio que Jesus exigiria, e exige, tanto sacrifício de seus discípulos quanto antes, quando dizia: "E qualquer que não tomar a sua cruz, e vier após mim, não pode ser meu discípulo"."
 Como já falado, esse livro é um desafio, será que a igreja atual está preparada para isso? Os que tanto dizem seguir Jesus estariam dispostos a fazer exatamente o que Ele faria nos dias atuais? De aplicar a palavra de Deus nos dias de hoje?

"Sim, ó meu mestre, faz brilhar nas trevas a luz da verdade! Ajuda-nos a seguir-te sempre!"
Concluindo, recomendo o livro a todos os Cristãos que desejam se desafiar, de entender como fazer o que Jesus faria nos dias atuais. O livro é rápido, comecei e terminei de ler ele no dia em que escrevo essa resenha. Em uma escala de 0-5, a nota que dou é 4. O livro foi bom, como falei, mas esperava bem mais. Mesmo assim, não deixa de ser edificante.

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Piedade e Paixão: A vida do ministro é a vida do seu ministério

Ficha técnica:

Título: Piedade e Paixão
Subtítulo: A vida do Ministro é a vida do seu Ministério
Páginas: 96
Autor: Hernandes Dias Lopes
Editora: United Press

Sinopse:

O pastor Hernandes Dias Lopes depois de Percorrer todo o Brasil, de pregar em mais de mil igrejas de várias denominações em nossa pátria e no exterior, de ouvir pastores e membros de igrejas, de analisar cuidadosamente a situação da igreja evangélica brasileira, nos apresenta com convicção a maior necessidade da igreja: a profunda restauração espiritual na vida dos pastores e pregadores.



Ganhei esse livro de presente de um grande amigo, não estava na minha lista de leitura, mas após ouvi falar muito bem do autor e ser um livro pequeno, quis ler. Li e me agradei muito da leitura, sou um admirador da teologia, tenho vontade de estudá-la e o pastor escritor do livro, mostrou a realidade do evangelicalismo brasileiro e dos líderes religiosos que temos como exemplo em nossas igrejas.

O livro possui cinco capítulos, fora o prefácio e a introdução, e já na introdução fui conquistado, falando a realidade dos pastores e líderes brasileiros, sobre a vida fantasia que levam no púlpito que não segue o exemplo para a vida pessoal.

"Seu sermão mais eloquente não é o sermão pregado no púlpito, mas aquele vivido no lar, na igreja e na sociedade. Ele não prega apenas aos ouvidos, mas também aos olhos. Não prega apenas com palavras, mas sobretudo com a vida e o exemplo. O exemplo não é apenas uma forma de ensinar, mas a única forma eficaz."

Quando Lopes começa a falar da importância do jejum e da oração, no capítulo 2, ele diz que o líder precisa ter intimidade com Deus. Intimidade essa que só alcançará através de jejum, e com oração. Diz que o que tem acontecido é que o homem faz jejum aguardando a benção, eles querem mais a benção do que o Senhor da benção.

"A profundidade de um ministério é medida não pelo sucesso diante dos homens, mas pela intimidade com Deus."

Hernandes continua citando os requisitos para ser um bom líder, um deles é o aprofundamento na palavra de Deus, não tem como você ser um ministro do evangelho sem estudos devidos da palavra de Deus. Precisamos ter  o conhecimento para podermos ser líderes segundo o coração de Deus, mostrando sempre a glória dele. Mas precisamos ponderar todo o conhecimento com a piedade divina, para sermos líderes completos.

"É impossível ter graça no coração sem luz na cabeça. É impossível ter experiências gloriosas sem o conhecimento das Escrituras. O conhecimento do coração sem o conhecimento da mente não faz sentido. O conhecimento apenas da mente sem a piedade produz aridez. A experiência sem conhecimento produz emocionalismo e misticismo. Isto é como fogo sem calor, é inútil."

Concluo, agora dizendo que todo líder ou aquele que tem pretensão de ser líder, leia esse livro! É um livro muito bom, de autor respeitado e inteligente. Aos que já são líderes, se estão longe, regressem ao primeiro amor, regressem a Deus. Talvez, nas atitudes mais simples você esteja afastando seus liderados de Cristo, talvez a sua vida pessoal não esteja dando exemplo. O cristão é o mesmo em todos os lugares. "E tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor, e não aos homens" Colossenses 3:23. Livro em uma escala de 0-5, para mim, leva nota 5, o autor soube desenvolver muito bem o tema, recomendo.